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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O mundo e suas tecnologias em constantes mudanças

“Tudo o que é novo pede passagem” é um lema que pode ser levado ao pé da letra no ramo da tecnologia. Quando um método se mostra mais barato, mais rápido ou mais eficiente do que o anterior, é só questão de tempo até que as pessoas o adotem.

Isso já aconteceu com o telégrafo, toca-discos, pager, fax, walkman, disquete, videocassete, máquinas de escrever e tantas outras ferramentas que agora só fazem volume no “quartinho da bagunça” ou se transformaram em artigos para colecionadores ou material para salas de museu. 

Como o tempo é impiedoso e não para, neste exato momento — enquanto você lê este texto — existem mecanismos e objetos se tornando ultrapassados. É claro que o processo é gradual e acontece de maneira sutil (e nada fica obsoleto de um dia para o outro).

Portanto, faça suas apostas: avalie a seleção e reflita sobre tudo o mais o que tem mudado no mundo e a sua volta.

Mapas de papel
7 coisas que estão desaparecendo enquanto você está lendo este artigo
(Fonte da imagem: Wikipedia)

Quando você consulta um serviço de GPS (principalmente em um tablet, onde a tela é maior), um sentimento de que a tarefa nasceu para ser executada ali naquele portátil toma conta dos seus dedos. Arrastar, dar zoom, consultar nomes de ruas, traçar rotas: tudo é feito com extrema leveza.

Por mais que o sistema nem sempre esteja 100% correto e a voz integrada soe mandona e repetitiva, pode ter certeza de que esse tipo de tecnologia é um passo sem volta. Quanto aos mapas de papel? Estes vão se tornar relíquias e partes dos filmes da Sessão da Tarde cuja trama envolve velhos piratas e crianças audaciosas se aventurando em busca de tesouros.

Linhas fixas de telefone
Houve um tempo em que o processo de aquisição de uma linha telefônica era demorado e custoso. Hoje, o Brasil tem mais celulares que habitantes e as operadoras dão até aparelhos de graça. Até o momento, a vantagem de um telefone fixo está apenas nas tarifas menores e em certos planos de minutagem.

Contudo, a situação já vem mudando — as cobranças vêm diminuindo e as ofertas para a telefonia móvel ficam cada vez mais tentadoras. Isso sem contar a enorme quantidade de funções apresentadas pelos smartphones: agenda, internet, games, aplicativos, SMS — ou seja, sem comparação!

No futuro, a condição de um sistema de comunicação não portátil não fará o menor sentido. E, aliás, por que você vai discar para a casa de uma pessoa se é possível ligar diretamente para ela?

Internet discada

Junto à cova dos telefones residenciais, estarão também os modems responsáveis pela internet discada. Daqui a um tempo, a deliciosa sinfonia de ruídos responsável por estabelecer uma conexão analógica ficará conhecida apenas como uma obra que foi amplamente executada no final do século XX.

A tecnologia banda larga segue evoluindo em passos conjuntos com redes cada vez mais eficientes, como a 4G. Até a Copa do Mundo de 2014, o governo nacional deseja que 75% dos lares estejam cobertos por conexões ultravelozes — e o melhor é que é até mais fácil cobrir áreas isoladas com sinais digitais por satélite do que com cabos de telefonia.

Em cerca de 30 anos, ao que se espera, o avanço deve ser tremendo. Com isso, cada vez menos provedores vão oferecer serviços de conexão e cada vez mais novos computadores virão sem modems agregados. Resumindo: a internet de baixa velocidade vai ser apenas uma lenda para contarmos para as gerações vindouras.

Telefones públicos

Os famosos orelhões — pelo menos da maneira como os conhecemos — estão com os dias contados e vão fazer companhia às linhas telefônicas fixas e modems analógicos. A razão pela qual isso deve acontecer não carrega nenhum mistério e, novamente, o grande responsável pela revolução atende pelo nome de celular.

Contudo, os telefones públicos podem vir a se tornar centrais multimídia conectadas, capazes de enviar e receber emails e SMS, recarregar celulares, realizar videochamadas e oferecer conexão Wi-Fi. Esse tipo de experiência já acontece em alguns países (na Espanha, por exemplo, esse tipo de tecnologia existe desde 2007).

7 coisas que estão desaparecendo enquanto você está lendo este artigoAmpliar (Fonte da imagem: NUSA)

No Brasil, também existem empresas que oferecem protótipos parecidos, mas sem tanta notoriedade até agora. Por enquanto, ainda não há especulações palpáveis sobre quando a modernização deve começar a acontecer. Mas uma coisa é certa: os milhões de aparelhos destinados apenas a chamadas telefônicas espalhados pelas ruas vão ter arranjar outro lugar para ficar em um futuro próximo.

Backup em CD ou DVD

Dados e informações sempre foram e sempre serão tratados com importância. O que muda, todavia, é a maneira com a qual lidamos com eles. Documentos que outrora ocupavam imensos depósitos e intermináveis gavetas hoje são minoria e os acervos digitais tornaram-se padrão em departamentos comerciais e organização domiciliar.

Com isso, surgiu a necessidade não só de acumular tudo isso em discos e drives, como também de fazer backups para evitar qualquer problema com corrupção de arquivos ou perda total das unidades de armazenamento. As plataformas para tal tarefa foram evoluindo e ficando cada vez menores e mais potentes: disquete, CD/DVD e, por fim, pendrives e cartões SD. Porém, uma tecnologia chegou para quebrar com tudo isso. A computação nas nuvens já é realidade, tem triunfado sobre a resistência e tem sido adotada por cada vez mais empresas (se você quiser ler mais a respeito do assunto, clique aqui).

7 coisas que estão desaparecendo enquanto você está lendo este artigo
(Fonte da imagem: The Chrome Source / Edit)
A convergência possibilitada pelo sistema é, de fato, a melhor solução para um contexto no qual diversos aparelhos são utilizados para desempenhar funções semelhantes. Na prática, o computador vira apenas um componente ligado à grande e poderosa internet.

Quem sabe daqui a um tempo, gigabytes e terabytes vão ser termos antiquados com os quais somente profissionais de armazenamento nas nuvens deverão ter contato. A vantagem? Ninguém precisará se preocupar com backup. O perigo? O quão seguro é deixar todas as suas mensagens, fotos, vídeos, planejamentos financeiros, dados empresariais e outros documentos íntimos ou sigilosos à mercê de um organismo onipresente e distante?

TV Aberta
A cada dia aumenta a demanda e o número de opções de serviços de TVs pagas e consequentemente, diminuem os seus preços. E graças a algumas novas tecnologias, você passa a escolher de forma interativa o que deseja ver e para completar, tendo a programação  em mãos, podemos agendar a gravação de seus programas favoritos com qualidade digital para somente depois assisti-los e quando quiser.

A própria internet é um meio de comunicação que tem atraído cada vez mais usuários, principalmente entre os jovens, para longe da TV, seja por causa de sua interatividade e poder de escolha da informação que se deseja absorver, ora devido ao simples fato da disponibilidade e acessibilidade da imensa variedade de séries de TV, filmes, clips e músicas, sem a perda de tempo com comerciais impostos no meio da programação. Sem contar o fato de que muitos aparelhos de TV já possuem meios de conexão direta a internet.

Então, porque o espectador irá querer perder tempo vasculhando um número restrito de canais, programações enfadonhas e repetidas na TV aberta, quando o próprio tempo tem se tornado o bem mais precioso da nossa atualidade, e no outro caso podemos ter acesso a uma imensidão de ótimos e diversificados canais, muitos de boa qualidade e programas temáticos de acordo com a sua preferência.

TV Analógica

É incrível que ainda existam empresas que ofereçam serviços de TV paga com sinal analógico por quase o mesmo preço de uma digital, sem contar o fato de que a maioria dos aparelhos de TV vendidos atualmente suportam sinal digital. A maior razão disto está no fato de que muitos consumidores não sabem ainda a diferença entre os dois tipos de serviços e por falta de conhecimento, optam por um produto de qualidade extremamente inferior ao digital.


Fotos Impressas
Antigamente as pessoas carregavam em suas bolsas e carteiras, fotos de familiares ou ostentavam em suas mesas de escritório e nos seus lares, fotos em porta-retratos comuns. Hoje em dia, elas carregam álbuns inteiros no celular, computadores, tablets e diversos outros dispositivos móveis ou simplesmente postam na internet. Até mesmo os porta retratos passaram a ter versões eletrônicas digitais onde basta plugar um pendrive ou a um computador e passar as imagens. O dispositivo fica passando todas as fotos e alguns ainda mostram efeitos e/ou tocam músicas durante o processo.

CDs de Música
Devido a imensa facilidade de se possuir um dispositivo móvel com o poder de tocar arquivos MP3 e outros formatos digitais, o CD e outras mídias em disco tem sido cada vez menos utilizadas para este fim. Podemos adquirir músicas com facilidade na internet, armazená-las no computador ou apenas mantê-las na nuvem (ver computação em nuvem).

DVDs

Assim como o CD, tem aumentado a disponibilidade e facilidade de se armazenar filmes em dispositivos móveis e na internet. Hoje podemos comprar filmes originais até pelo tablet, celular ou na internet e a um preço muito inferior ao de uma mídia física (DVD). Além do fato que o DVD será substituído pelo Blue-ray, HD DVD ou outro disco qualquer de alta capacidade que ainda irão manter-se por um bom tempo no mercado graças ao fato de poderem armazenar filmes com altíssima qualidade e operar com tecnologias ainda recentes como a dos óculos 3D por exemplo.

Exitem ainda meio mundo de coisas que conhecemos hoje e que também estão fadadas ao desuso e desaparecimento nos próximos anos, mas se fôssemos citar todas elas nesta postagem, nunca chegaríamos a um fim. Vale então para a nossa reflexão e para os mais nostálgicos, servir de dica para guardarem os seus exemplares como referência e objetos de estudo e curiosidade para as futuras gerações.

Fonte: Tecnomundo