Gráfica e Editora Moura Ramos: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.: Setembro 2012 Google+

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Indústria gráfica ainda existirá por muito tempo, afirmam profissionais do segmento

Especialistas de sindicatos do setor participaram de mesa-redonda sobre o futuro do mercado gráfico, no estande da Senai-SP editora, montado na 22ª Bienal Internacional do Livro.
 
Manoel Manteigas, Fábio Mortara, Flávio Botana e Cláudio Baronni.
Para discutir sobre os aspectos atuais e futuros do tema “A Indústria Gráfica”, a Senai-SP editora recebeu no dia 15/08/2012, profissionais e empresários do setor em seu estande na 22ª Bienal Internacional do Livro, que aconteceu até o dia 19 de agosto no Anhembi, em São Paulo.
Participaram da mesa-redonda Fábio Mortara, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de São Paulo (Sindigraf); Cláudio Baronni, presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG); Flávio Botana, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica; e Manoel Manteigas, diretor da Escola Senai Theobaldo de Nigris e diretor técnico da ABTG.
     Os convidados concordaram que não morrerá tão cedo o produto impresso, seja livro, jornal ou revista. Entretanto, na opinião de Fábio Mortara, falta arrojo, empolgação e percepção geral de que a comunicação impressa se sobressai às demais. “A mensagem eletrônica pode durar alguns anos, mas o livro dura séculos. A publicação impressa é portadora da mensagem e da memória”, afirmou o presidente da Abigraf e do Sindigraf.
     Para Cláudio Baronni, da ABTG, a competição entre o papel e o digital terá efeitos diferentes de produção para produção e de região para região. “A mídia impressa nunca vai acabar. Mas qual foi a última vez em que vocês consultaram uma lista telefônica?”, perguntou aos espectadores, que empunhavam seus smarphones e tablets.
     “A era digital veio e não acabou com as empresas, que vivem essencialmente de publicidade; é a ‘vaca leiteira’ de qualquer veículo de qualquer editora ou meio de comunicação”, analisou Baronni, ao falar que as publicações convivem com outras mídias e se complementam em muitos casos.
     Baronni considera que as agências digitais estão “arrancando”, mas se valendo de papel para transmitirem suas mensagens, principalmente institucionais. “O papel admite inúmeras inovações, e gestão é a palavra-chave”, argumentou o diretor do conselho da ABTG.
     A título de informação, Baronni citou que a produção de livros digitais (e-books) nos Estados Unidos já se igualou à do impresso, enquanto no Brasil representa apenas 2%. “As gráficas ainda continuarão funcionando por muito tempo”, arrematou.

Boa impressão

     Ao contrário do que se possa imaginar, a produção correta de livros ajuda na preservação do meio ambiente, na visão de Manoel Manteigas, diretor da Escola Senai Thebaldo De Nigris.
“A celulose utilizada na impressão de livros provém de florestas plantadas. E quanto mais papel produzido com manejo controlado, existirão mais áreas com árvores sequestrando gases de efeito estufa”, explicou Manteigas.
     Com relação à administração das gráficas como negócio, o diretor da Escola Thebaldo De Nigris ressaltou que a gestão amadora não tem mais espaço no segmento. “Muitas gráficas são empresas de família, tradicionais de geração para geração que amam o que fazem, mas faltam profissionalismo e visão estratégica”, acredita.
Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp (http://www2.fiesp.com.br)