Gráfica e Editora Moura Ramos: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral. Google+

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Como surgiu o Carnaval?


De onde vem o Carnaval? Alguns, erroneamente dizem até que foi a Igreja Católica que o inventou; nada mais absurdo.

Vários autores explicam o nome Carnaval, do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; o que significa que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.

Alguns etimologistas explicam as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, o deus do vinho, festa que chamavam em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de donde teria vindo a forma Carnavale. Não é fácil saber a real origem do nome.

Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno. Eram festas religiosas, dentro da concepção pagã e da mitologia. Por exemplo, para exprimir o cancelamento das culpas passadas, encenava-se a morte de um boneco que, depois de haver feito seu testamento era queimado ou destruído. Em alguns lugares havia a confissão pública dos vícios, o que muitas vezes se tornava algo teatral, como por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os dos outros.

Tudo isso era feito com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para essas festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como essas festas perturbavam a ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C., resolveu combater os bacanais e seus adeptos, acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.

Essas festividades populares podiam acontecer no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra (ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou outras datas religiosas pagãs.

Quando o Cristianismo surgiu encontrou esses costumes pagãos. Os missionários procuraram então cristianizar esses costumes, como ensinava São Gregório Magno, no sentido de substituir essas práticas supersticiosas e mitológicas por outras cristãs (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “Festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim essas festividades pagãs do Carnaval ficaram apenas nos três dias que precedem a Quarta-feira de Cinzas.

Infelizmente o Carnaval, sobretudo no Brasil, “descambou” para a dissolução dos costumes; nos bailes e nas Escolas de Samba aonde predominam o nudismo e toda espécie de erotismo.

Fonte: Por Prof. Felipe Aquino para o http://cleofas.com.br

A parada anual da Flor em Zundert (Países Baixos)


Todos os anos, em setembro, acontece em Zudert, uma pequena cidade de Netherlands, a parada anual da Flor. Nela desfilam majestosos e gigantescos carros alegóricos semelhantes aos utilizados no nosso país nos grandes desfiles de carnaval do Rio e São Paulo. Mais de 20.000 pessoas se mobilizam para assistir a este belo espetáculo. Confira:












































quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A Receita Federal libera hoje o programa do IR 2017

O contribuinte brasileiros têm de 2 de março a 28 de abril para declarar o IR 2017. A estimativa é de de 28,3 milhões de declarações que serão entregues no prazo.

A partir desta quinta-feira (23) A Receita Federal disponibilizará o programa para declaração do Imposto de Renda de 2017. A partir das 9h o contribuinte pode acessar o site da Receita e fazer o download do programa. O brasileiro tem do dia 02 de março até o dia 28 de abril para declarar os rendimentos do ano de 2016 e o envio dos dados pode ser feito pela internet.

Segundo a Receita Federal é obrigado a declarar Imposto de Renda quem obteve rendimento tributável superiores a R$ 28.559,70; os contribuintes que receberam rendimentos isentos – sendo eles não tributáveis ou retidos na fonte pagadora – cujo montante no acumulado do ano de 2016 foi superior a R$ 40 mil. É necessário declarar ainda quem teve ganho de capital em alienação de bens ou direitos sujeitos a incidência de impostos. Os contribuintes com investimento em bolsa de valores (de mercadorias e de futuros) também devem informar em sua declaração os investimentos.

A expectativa da Receita é o recebimento de 28,3 milhões de declarações este ano. Os contribuintes que não entregarem a declaração dentro do prazo estão sujeitos à multa de 1% ao mês sobre o imposto devido. O valor mínimo da multa é R$ 165,74, e o máximo corresponde a 20% sobre o imposto devido. Foi informado nesta quarta-feira (22) que 600 mil contribuintes entregaram a declaração com atraso, entre maio e dezembro do ano passado. A Receita também recebeu 1,8 milhão de declarações retificadora no período.

Restituição

Os contribuintes que tiverem a restituição, caso tenha pagado impostos a mais no ano passado, terão o valor ressarcido a partir de junho. Sendo que a Receita Federal vai liberar sete lotes de restituição. No ano passado, 600 mil contribuintes entregaram a declaração com atraso, entre maio e dezembro. A Receita também recebeu 1,8 milhão de declarações retificadora. Veja o calendário oficial:

1º lote: 16 de junho

2º lote: 17 de julho

3º lote: 15 de agosto

4º lote: 15 de setembro

5º lote: 16 de outubro

6º lote: 16 de novembro

7º lote: 15 de dezembro

Informações

Em coletiva de imprensa, ontem a Receita informou que na declaração do Imposto de Renda deste ano será solicitado ao contribuinte um e-mail e celular. O preenchimento não é obrigatório e só servem para apenas para que a Receita amplie sua base de dados. Foi informado ainda que não haverá nenhum contato por parte da Receita Federal por e-mail ou telefone.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O Papel da Arte e a Arte no Papel



O papel é onde o artista primeiro projeta sua alma, o espaço para a primeira inspiração, o primeiro croqui, o esboço, a primeira impressão. É a morada inaugural da ideia palpável da criação, visual e material. 

É nele que a arte nasce. Em suas fibras constroem-se traços e texturas, linhas retas e curvas, moldam-se pensamentos, delineiam-se projetos, devaneios e estudos sem os quais o artista não poderia terminar sua criação.

A arte do corte de papel provavelmente tenha origem na China, relacionada com a invenção do papel, que ocorreu durante a dinastia Han (206 a.C.-221 d.C.).

Na sua origem, como o papel era altamente precioso, esse tipo de arte era o passatempo favorito entre as senhoras da corte, nos palácios reais e casas da nobreza. No século XIV, a medida que ocorria a difusão desse material pelo mundo, a arte se espalhava pelo Oriente Médio e Europa até chegar aos dias atuais. Conhecida dobradura (origamis) ou “kirigami” (no qual corta-se o papel a fim de dar a ele uma forma, resultando em uma folha com partes vazadas) nas escolas japonesas, esta prática vem ganhando admiradores no mundo inteiro deste então.

Sher Christopher

Confira a seguir a Arte em Papel de 10 artistas que você TEM que conhecer:

Claire Brewster

Claire Brewster
Esta moça britânica recorta silhuetas maneiras de pássaros, plantas e insetos a partir de mapas antigos. Utiliza mapas velhos e desatualizados e atlas antigos como matéria-prima. “Sou apaixonada por papel. É um material que sempre amei manipular. Já tentei outros, mas nunca gostei tanto quanto do que produzo usando páginas de livros ou revistas. Faço bastante pesquisa na internet para encontrar histórias interessantes sobre pássaros que possam servir de inspiração para as peças que construo”, explica Claire.

Chrissie MacDonald

“Gosto do quão imediato é o trabalho com papel e cartolina, sem necessidade de depender de nenhum outro processo. Como uso isso há anos, desenvolvi uma série de técnicas pessoais, apesar de ser sempre interessante incorporar materiais com os quais estou menos familiarizada, como acrílico, metal e madeira, já que eles ajudam a introduzir diferentes desafios e resultados”. Assim define o seu trabalho a artista inglesa Chrissie MacDonald.
Ela já fez trabalhos para a Saint Martins, Orange, Kate Nash (para o encarte do disco “Made of Bricks”) e NY Times.

Chrissie Macdonald

Ingrid Siliakus

Ingrid simplesmente é uma arquiteta do papel. Ela faz obras verdadeiramente geniais, criadas com uma só folha de papel, sem uniões!

Na simplicidade de uma folha de papel esta artista holandesa constrói prédios, pontes, catedrais, edifícios, catedrais e até grandes cidades. “Trabalhar com papel me obriga a ser humilde, já que esta mídia tem um caráter próprio que pede cooperação. É um desafio encontrar essa cooperação com cada marca de papel com quem trabalho. Trabalhar com papel do jeito que eu faço, ou seja, por meio de cortes e dobras, criando esculturas de papel, me exige um trabalho com precisão meditativa”.

Ingrid Siliakus

Ingrid Siliakus

Richard Sweeney

O artista inglês sempre gostou da arte, especialmente da escultura, mas em 2002, ele estudou Desenho Tridimensional no Metropolitan Manchester University, e foi aí que começou a se concentrar na manipulação de papel para criar desenhos tridimensionais. Ele combina o artesanato com design assistido por computador e outras disciplinas, como fotografia, escultura e técnicas de fabricação CNC.

“Gosto de descobrir como as coisas são construídas, sejam elas prédios, pontes, flores ou árvores – tudo tem um arranjo particular de materiais e uma geometria única. Tento extrair essa essência estrutural e expressá-la. Com o papel, o desafio é ver o que funciona quando você multiplica as dobras, transforma em curvas, cria novos componentes e junta tudo.”

Richard Sweeney

Brian Chan

O artista escocês faz uns origamis feitos a partir de uma única folha de papel que parecem insetos de verdade, mas não são. Ele começou com 11 anos de idade, após seus pais comprarem a sua primeira coleção de manuais para origamis e hoje, aos 31 anos, é instrutor de arte no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).


Sher Christopher

As esculturas da designer inglesa são mesmo feitas de papel, mas são tão realistas que parecem bonecos de pano.

Sher começou a se interessar na arte em papel quando estudava design tridimensional na Universidade de Wolverhampton, onde criou máscaras de papel machê para o trabalho de conclusão de curso. Daí, a designer se apaixonou pelo papel e nunca mais deixou de criar nesse material.

“Amo os desafios que o papel me proporciona na hora de criar figuras tridimensionais. É um material muito versátil para trabalhar e é impressionante o quão durável e forte ele pode ser”, disse.

Sher Christopher

Calvin Nicholls

Outro artista canadense que cria esculturas fantásticas utilizando folhas de papel é o canadense Calvin Nicholls. Desde seu estudo ao norte de Toronto – Ontário, este gênio da arte em papel faz esculturas de animais. Ele disse que o processo é assim: ele corta as folhas de papel com um bisturi e depois dá um efeito no desenho de alto relevo, que ganha uma aparência 3D. Quando a escultura está completa, ele ajusta a iluminação para dar textura e forma à obra de arte.

Calvin Nicholls

Anne Ten Donkelaar

Os arranjos florais desta artista holandesa não têm desperdiço! Ela cria colagens tridimensionais através de flores silvestres prensadas, caules secos e recortes de papel. A respeito, ela disse: “Sou fascinada pela natureza e por quão frágeis e minúsculas as coisas podem ser. Ao usar esses objetos que encontro, um pedaço de planta ou um inseto, sou muito cuidadosa para que não se desfaçam no processo. Quando comecei a mexer com papel, demorei até encontrar o melhor jeito de preservá-lo sem que perdesse as cores e a estabilidade dentro do quadro”.
Anne Ten Donkelaar

Anastassia Elias

Esta artista francesa pega o rolo vazio de papel higiênico e cria dentro do cilindro cenas em miniatura com o próprio papelão da peça. Ela tem trabalhos bem bacanas que retratam o cotidiano: imagens de crianças brincando, meninos jogando futebol, pessoas no cabelereiro, entre outros. Segundo ela, o seu objetivo é mostrar que “a vida de todos os dias não é entediante”.

Anastassia Elias

Jum Nakao

E como esquecer ao artista brasileiro Jum Nakao? Muito antes de Mathew Brodie e seus vestidos para a edição de março de 2011 da Revista Madame, o estilista paulista fez uma coleção de roupas de papel em 2004 na São Paulo Fashion Week. O desfile chocou a todos, especialmente no final do desfile quando as roupas de papel vegetal foram rasgadas pelas próprias modelos na passarela, em um ato que simbolizava a efemeridade do consumo (crítica típica da arte contemporânea).

Todas as etapas desse processo foram documentadas em fotos, vídeos e fotogramas, dando origem ao livro e DVD “A Costura do Invisível”. Vale a pena ver e ler.

Jum Nakao

Fonte: por Berenice Taboada em http://misturaurbana.com

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Imagem meramente ilustrativa: Publicidade X Realidade




Quando vemos fotos de divulgação em anúncios com imagens bonitas de celebridades, ou mesmo do produto em si, sabemos que a realidade não é tão perfeita assim.

A evolução da qualidade fotográfica aliada aos programas de edição de imagem com certeza tem nos proporcionado lindas fotografias, além de ter ajudado muito os profissionais da publicidade, transformando projetos com comida em imagens que nos fazem ficar com água na boca.

O problema é que quando compramos o mesmo produto mostrado na imagem, o resultado é, no mínimo, decepcionante, pois a comida não se parece em nada com a da foto, além de não ter uma cara muito apetitosa.

Este é um problema que acontece com todo mundo que se deixa levar pela imagem de divulgação na hora de escolher o que comer. Por esse motivo, o site brasileiro Coma com o Olhos, mostra o contraste da imagem meramente ilustrativa com a da que realmente comemos. O resultado é impressionante, confira abaixo:















A iniciativa do projeto veio do exterior, de autoria do artista multimídia Dario D., que explorou uma pouco mais o assunto e criou uma galeria no Imgur, onde mostra as fotos produzidas de lanches das famosas redes de fast food ao lado do que é realmente servido.
















Impressionante, não? Cuidar da parte visual do seu produto é muito importante para atrair o seu público, mas cuidar da qualidade do que você vende para que o cliente saia satisfeito é também parte imprescindível do processo. Uma foto bonita pode atrair as pessoas, mas uma boa experiência com a marca, conquista para sempre.